Ma vie, Le singe penseur, PortuguêsAugust 10, 2007 3:49 pm

Então, criei coragem, procurei um profissional que me inspirasse confiança e liguei. Inspirasse confiança? É, algumas coisas do passado me deixaram ressabiada com profissionais deste ramo. Preferi procurar ajuda médica do que algo mais subjetivo porque eu acredito que meu maior problema, o motivo de ter procurado ajuda, era um problema clínico, que deveria ser analisado e tratado por alguém que conhece melhor as (dis)funções do corpo humano.

No primeiro "alô", uma dúvida… É isso mesmo que eu quero? Marquei a consulta, para o mesmo dia mesmo. E às 17h eu estava lá. E encontrei do outro lado da porta um senhor com uma cara muito estranha, se eu olhasse na rua, eu ia achar ele meio maluco. Mas é da opinião geral que todo psiquiatra é meio maluco mesmo. Avistei na sala aquele divã, divã é coisa que a gente só vê em filme. Mas eu sentei na poltroninha que ficava de frente à poltrona do médico. E sentei na ponta, desconfortável. E quando comecei a falar, e ele me induzir a falar, eu vi que sentar na ponta não ia resolver os meus problemas, que eu já previa que eram vários (eu sempre gostei de refletir sobre as minhocas da cabeça). E ele disse: "que tal tu voltares na quinta? Preciso te conhecer melhor antes de indicar qualquer tratamento.". Tá, mas peraí, eu sempre ouvi que psiquiatras dão medicação na primeira consulta. É, esse é bom mesmo. Se ele me desse medicação na primeira consulta eu ia procurar outro mesmo.

E saí de lá com a sensação estranha, a sensação de que eu teria de utilizar aquela poltrona para ficar confortável, pois sentada lá, eu teria de abrir o lacre da minha Caixa de Pandora. E de lá sairiam coisas que eu já prevo que sairão, mas também sairão coisas inimagináveis. Mas no fundo da caixa, o que vai restar, é a esperança.

Ma vie, PortuguêsMay 28, 2007 10:06 pm

Acordei às 6h, mas dormi de novo e só acordei às 6h30min no susto. Catei o Michel e fomos voando para o aeroporto. Jurava que eu estava atrasada. Chegando lá, o check-in foi tranqüilo, embarquei no horário. Viajar de avião é legal, gosto muito, mas mais de 2 horas dentro dos poleiros da Gol, é complicado. As perninhas começam a doer. O vôo de Porto Alegre para Brasília saiu no horário.

Chegando em Brasília às 10h40min, a baratinha tonta aqui deu várias voltinhas pelo aeroporto e custou a entender que era para eu comparecer ao portão 4 às 12h10 para embarque. Tudo bem, entendido isso, fui dar voltinhas pelo aeroporto e me deparei com a situação muito chata que é encontrar adesivos escrito "wifi", só que pra acessar a #$%*@ da internet tinha que pagar R$25,00!!! Imagine! Vinte e cinco reais! Por um dia! Tá doido. Passei duas horas zanzando no aeroporto por falta de coragem de sair do aeroporto, zanzar pela cidade e me perder. Eu não me manco de várias coisas, mas eu sou consciente da minha desorientação crônica.

O vôo de BSB para Recife saiu na hora. A menina que veio a ser minha colega de quarto teve que bancar a enfermeira porque a mulher que sentou ao seu lado começou a passar mal. O engraçado que eu fiquei catando quem ela era no saguão de embarque do aeroporto porque a gente tinha trocado uns emails antes. E minha intuição disse que era ela. E não é que eu acertei mais uma vez? ;)  

Durante o vôo, meu ouvido entupiu de uma maneira que nunca havia acontecido antes, - um adendo, eu estava incrivelmente gripada. Meu nariz parecia uma torneira estragada. - cheguei a ficar desesperada. Acordei e não ouvia nada, só aquelas vozes beeeeeeeeem no fundo. As pessoas falavam comigo e eu tinha que praticamente ler os lábios. Felizmente o desespero passou quando eu assoei o nariz e ouvi aquele "POC! Tschhhhhhhhhh". Que sensação horrível.

Chegando lá, conheci mais gente que vinha pro evento. O pessoal foi chegando no ponto de encontro aos pouquinhos. E que pessoal bacana. Simpatizei com as pessoas já de cara. O organizador chegou em seguida. Eu troquei uns bons emails com ele antes porque tive que mendigar a passagem. E eu jurava que, ele, por ser o coordenador geral do evento, era um cara de mais idade e tudo mais. Que nada, devia ter uns 40 anos no máximo. Aí perdi o respeito pelo evento. Hahaha, brincadeira! Mas comecei a perceber que o evento seria realmente diferente dos demais.

Pegamos o ônibus para ir para Porto de Galinhas. Fui conversando com o menino que trabalhava com workflows estocásticos e que tava interessado no nosso trabalho. Ele tava fazendo tudo sozinho, nem ele nem o orientador tinham tido experiência com workflows antes. Que medo. Percebi como é bom ter um grupo de workflow na UFRGS. Eu ia me sentir muito perdida se estivesse trabalhando sozinha.

Chegamos no hotel às 19h30min. O hotel é lindo. Lindo mesmo. O clima do hotel é aquele clima de lua-de-mel. Acho que deve ser realmente ótimo passar a lua-de-mel aqui. Até deu vontade de casar e comprar um pacotão de viagem. Vou descarregar as fotos da câmera amanhã e vou publicar em algum lugar. Depois divulgo o link. Fizemos o check-in, e logo descemos para a primeira atividade oficial do evento.

A atividade na verdade era um jogo, chamado "Know the others name". Formamos 4 grupos de 10 pessoas, onde, o primeiro se apresentava, dizia, em inglês, de onde vinha e falava uma coisa que gostava de fazer (ah, e tinha que gesticular conforme a atividade favorita). Os seguintes tinham que repetir os nomes, localidades e atividades dos anteriores e dizer as suas informações. Foi bem divertido, porque a gente acabou conhecendo todo mundo. Não deu exatamente para decorar os nomes, mas foi bem eficiente para quebrar o gelo. Eis a diferença do evento. Eles se esforçam para quebrar o gelo entre os participantes, para que eles realmente se conheçam de alguma maneira!

Logo após foi a janta. Comida, muita comida. Acho quase impossível que eu vá conseguir manter a dieta. Aquela mesa, toda decorada, colorida, enche os olhos… E na pior das hipóteses, como uma boa acadêmica pobre que sou, FREE FOOD! Durante o jantar, conversei com um professor inglês que atualmente mora no Canadá, em Ontario. Puxei assunto, perguntei sobre o país, e ele falou o que eu já imaginava que ele iria dizer: é um país seguro, mas muito, muito frio. E poluído. Isso eu não sabia. Ele falou que a poluição vem dos EUA, das indústrias de ferro. Que bosta. :| Ele elogiou o meu inglês. Yay, fiquei feliz! ^^

Fomos dormir cedinho. A Patrícia tava viajando desde as 1h30min da madrugada (ela é de Santa Maria) e eu tava mal dormida de sábado. Banho e cama. Caí dura. O segundo dia do evento, hoje, no caso, vem no próximo post.

Ma vie, La fourmi travailleuse, PortuguêsMay 1, 2007 10:44 pm

Eu nunca me dei bem com despedidas, nunca consegui lidar com o fato de que eu não pertenço mais àquela realidade, que as pessoas dessa realidade vão seguir vidas e eu não poderei mais acompanhar seus sucessos e derrotas. E segunda-feira foi meu último dia de empresa. Senti um buraco no meu peito quando me despedi dessas pessoas. Senti saudades. Afinal, foram dois anos e meio trabalhando lá.

Foram dois anos e meio de altos e baixos, onde eu aprendi muito, mas muito mesmo. Absorvi cada palavra, cada momento. Sabia que precisava disso para crescer como profissional e como pessoa. Tive momentos que eu quis sair correndo de raiva, mas isso faz parte do negócio. Tive momentos que me senti realmente vitoriosa. O mais importante é que eu tive muita sorte na minha primeira incursão no mundo real. A empresa onde trabalho é realmente uma família. Tem o pai atrapalhado, a mãe que cuida dos outros, o tio visionário, a tia séria, a tia maluca, os sobrinhos novatos… Esta família vai me fazer muita falta. Esta família criou sua filha muito bem. Ela aprendeu bem a lição.

Reclamo hoje que não tenho tempo para fazer as minhas coisas, que agora como acadêmica novamente, terei tempo para organizar minha vida. Mas esperem uns meses que vocês vão me ver reclamando novamente que quero voltar a essa vida louca que é o mundo de TI.  

E amanhã vai ser realmente estranho pra mim. Não ter rotina? Como assim?!? 

Ma vie, Maître-plans, PortuguêsApril 25, 2007 12:04 pm

Será que eu consigo chegar nos 76cm? Já se foram 3!

Ma vie, PortuguêsApril 11, 2007 6:19 am

Nunca pensei que escrever coisas científicas me dava tanto trabalho. Espero que seja falta de costume, e espero que ele volte logo que vou precisar dele. Fiquei um tempão tentando extrair as melhores palavras da minha cabeça agora para escrever duas pagininhas. Ai, que medo da dissertação.

Ma vie, PortuguêsApril 10, 2007 12:44 pm
  • Hoje é dia 10, faltam apenas 17 dias…
  • Estava me olhando no espelho ontem, me gabo de poder voltar a usar tênis e poder andar mulambenta por aí, mas será que eu vou conseguir largar esse look perua? Adoro um salto alto como ninguém…
  • O melhor elogio para alguém que descobriu por fim que tem O metabolismo lerdo eu recebi. Estou feliz. Acho que o plano não vai por água abaixo não… :-)  
Ma vie, PortuguêsMarch 30, 2007 12:17 pm

Pois então! Dentro de 1 mês entrarei em férias prolongadas! Pois é, estresse não faz bem, dá gastrite e queda de cabelos. Então resolvi me dar uma chance de fazer as coisas direito, já que nada estava saindo direito. Pelo meu bem. Pelo bem do meu trabalho. Pelo bem dos meus estudos.

Minhas férias terão a duração de algo em torno de 9 meses - não, eu não estou grávida, mas o que vai sair desses 9 meses vai ser praticamente um filho - e preciso ter em mente o que vai ser feito dos meus inúmeros projetos na gaveta.

Coisas que quero fazer a partir de maio:

  1. Terminar a dissertação e arrancar sorrisos do orientador. (prioridade 0)
  2. Ler mais livros. (O ônibus é o meu maior aliado)
  3. Dormir as 8 horas necessárias por dia.
  4. Projeto Auto-Estima em Alta 2008 (Mais magra, mais bonita! Programas de ciclismo, musculação e boxe, 7 vezes por semana. Programa de reeducação alimentar acompanhado por nutricionista. Programa de embelezamento acompanhado por esteticistas altamente treinadas.)
  5. Estudar fotografia. (Sony DSC-H2, aí vou eu!)
  6. Retomar os seriados esquecidos.
  7. Assistir mais filmes.
  8. Estudar tecnologias que eu quero estudar.
  9. Andar mais de tênis e perder os calinhos que tenho no pé por causa dos killer shoes.
  10. Ir nos médicos que tenho que ir.
  11. Passar mais tempo com amigos e família.
  12. Fazer mais tricô e quem sabe tirar um dinheirinho com isso.
  13. Aprender outras atividades manuais. (Crochê? Costura? Bijouteria?)
  14. Estudar mandarim com o Júnior. ("Você namorlrlada Júlrlio, né?")
  15. Tentar estudar francês sozinha.
  16. Arrumar meu armário e tirar as coisas que eu não uso mais.
  17. Arrumar todos os mp3 que eu tenho (algo em torno de 30GB emoticon)
  18. Arrumar todos os seriados que quero guardar.
  19. Manter esta lista atualizada.
Ah, sim, tem aquela viagem que vou convencer o pai a me dar no início do ano que vem. emoticon

PortuguêsMarch 3, 2007 3:23 am

A porra tá lá! Eles não tiraram do site ainda! Argh!!! Tô cansada de esperar! Me dêem um feedback!!!!

Update: Liguei and I’m still on the game!!! XD

Ma vie, PortuguêsFebruary 26, 2007 1:23 am

Eu e o Bê temos um pacto assim, sincero. A gente briga, se olha feio quando não gosta, eu até ladro e rosno às vezes, pra ficar com aquela vozinha de culpa depois, sem saber o que dizer. Mas a gente tem um trato, diz o que sente na hora, pra não guardar pra depois. E um implica com as manias do outro, o outro se chateia porque o um implicou com as manias dele, mas a gente vai cavandinho lá no fundo até chegar onde tá o problema. E a gente descobre que tudo é porque um quer o bem do outro por demais. E sente a falta do outro. E eu fico feliz ao saber que ele sente a minha falta.

Ma vie, PortuguêsFebruary 15, 2007 3:47 pm

Se você quiser ser meu namorado eu prometo ser eu mesma. Prometo amar da maneira maior e mais bonita que eu sou capaz, me doar na medida dessa mesma capacidade e ser leal e fiel de acordo com aquilo que eu acredito. Não prometo mais nada, (in)felizmente. Qualquer outra coisa está bem além do meu alcance, saiba desde agora. Essa aqui que gostaria muito de ser sua namorada foi quem eu consegui me tornar depois desse tempo todo de vida. É possível que eu melhore um pouco, mas não muito. O fundamental, essencial, estrutural, é esse aqui mesmo. O mais provável, no entanto, é que eu até piore com o tempo, mas espero, sinceramente, que as rabujentices possam parecer para você, assim como acho que as suas vão parecer para mim, muito mais charmosas do que atrapalhativas à medida que o tempo passe e a gente vá se conhecendo cada vez mais e se amando cada dia mais um pouquinho. Prometo, ainda, não fazer promessas vãs, incrumpríveis e demagógicas com o único intuito de fazer com que você seja e/ou continue sendo meu namorado. Prometo também continuar sendo sua namorada até bem depois de nossos netos estarem crescidos, mesmo quando já puder parecer um tanto ridículo – para os outros – dois velhinhos em atitude libidinosa no banco do parque, quando já não lembrarmos nem de longe o menino que guardava sorrisos nos bolsos e a menina que tinha estrelas nos olhos.

Daqui.

Feliz dia de São Valentino pro meu Bê. Atrasado, mas sem esquecer. A tia disse tudo. Eu não dei caixinha de bombom pro Bê, mas me doei. E sorri de cantinho quando lembrei de ele hoje. Porque ele faz do meu peito um lugar quentinho e apertado de saudade. Ele ainda faz aquelas preguiçosas borboletas do estômago dançarem "Wouldn’t It Be Nice?" do Beach Boys. E quando parece que vai ruir por algum motivo, se torna mais forte, mais sólido, mais nós. Te amo, ‘chel. Muito. E de verdade. Tu não vai ler. Mas eu não preciso que tu leias para saber dos meus sentimentos. Tu lê meus olhos. Assim mesmo, em português bem tosco. Porque o meu coração é tosco e se balança todo só de te ver.