Mais um daqueles post enigmáticos
Será que eu consigo chegar nos 76cm? Já se foram 3!
Mais um daqueles post enigmáticos
Será que eu consigo chegar nos 76cm? Já se foram 3!
Este post vai ser totalmente em português, talvez por excesso de sono ou porque eu acho que vou conseguir me expressar melhor em português.
Depois dessa viagem a Florianópolis, definitivamente decidi que não vou conseguir ficar longe do Michel. Ele não é O cara perfeito, como eu já havia dito aqui anteriormente, mas ele me completa, me dá atenção e, principalmente, me respeita. E isso faz com que eu queira passar o resto da minha vidinha ao lado dessa pessoa. Como diria a Lu, somos como Eduardo e Mônica, da música do Legião Urbana ("Eduardo e Mônica eram nada parecidos, ela era de leão e ele tinha 16 / Ela fazia medicina e falava alemão e ele ainda nas aulinhas de inglês / Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus / De Van Gogh e dos Mutantes / De Caetano e do Rimbaud / E Eduardo gostava de novela / E jogava futebol de botão com seu avô"). No fim tudo dá certo. Ele me faz sentir segura, como há tempos eu não conseguia me sentir.
Mas como eu ia dizendo, já tínhamos conversado a respeito disso, tínhamos deixado meio que combinado que ele ia terminar a faculdade dele aqui e que eu iria primeiro, e que depois nos encontraríamos lá na terra onde tudo parece tão bom e tão sossegado. Mas e agora? Se eu consegui fazer dessa minha semana dele uma semana em que eu fiquei completamente sem chão, rezando e contando as horas para poder chegar de onde eu nunca deveria ter saído, imagine um ano? Dois?!? É, complicado isso. Conversei bastante, li bastante, vi que é possível, sim, entrar com o processo de imigração pelo Québec com menos dinheiro do que eles pedem pelo processo federal, e agora abriram uma nova regra para aceitarem pessoal com curso técnico.
Eu sinto que o Michel está meio relutante com essa história toda, por isso ainda me sinto meio estranha de conversar com ele a respeito. Eu não quero pressioná-lo a decidir o que fazer no futuro, mas eu quero tanto ir pra lá, vejo relatos e mais relatos de pessoas que foram. Tudo que eu quero é ter minha casa confortável, minha independência, em um local em que eu possa andar tranqüila, onde as coisas funcionam de verdade, onde eu não precise sair de casa e olhar para todos os lados com medo de violência. É, na realidade eu estou muito ansiosa para experimentar outros ares, experimentar o gostinho de viver num lugar onde as coisas funcionam, onde a pessoa é valorizada. Bom, mas no fim, eu não quero pressioná-lo, mas ao mesmo tempo também não quero deixá-lo aqui, mas também não quero esperar muito. E o que fazer numa hora dessas?
I must confess, that I’ve been thinking a lot about the future lately. The future of me and him. He may not be the most perfect guy that exists in the Earth, but for sure he makes me trully happy, even being so tired and narcoleptic latelly. And I’ve been thinking about how is going to be when I finish my grad course, if I want to stay here for a while, acquire more experience in work, or if I want to go straight to achieve one of my biggest dreams. And then I fear, because for the very first time, I feel that someone is connected to me and to my dreams, that there is someone that wants to share this perfect moment with me, but in the same time, I know that with him it’ll be hard, because he’s behind me in the studies, he hasn’t started college yet, and what should we do if he passes the exams and start studying here? Leaving the country together is very hard, too, because we’ll have to gather money for him to study there, and before that, he’ll have to keep some money, too.
If he stays here till he finishes his college, well, will we hang on? Does love survive distance?
Many questions to make and the thought that no one can answer that. It sucks.
The car travels between my work and my home and the long showers I take are what I call times to think. And the fact that I’ve been very unhappy about my academic life made me think a lot about everything in my future, if I want to continue in the hard way or start walking in the easy one. But I carry one thought with me: that in this life, you have to pass through a lot of tests to become stronger, more mature. And this is anything but a test that I have to go through and become victorious.
I used to say that I’m a loser, but more and more I can define myself as a winner, in my point of view. I can say that most of things that I don’t do is because I have fear. When I work to lose this fear, and insist on that, I can deal with everything.