Contextualizando: a Lucinéia, doutoranda do meu grupo de pesquisa da UFRGS, defendeu a tese dela e passou com A unânime (parabéns!) e me convidou para a comemoração que teria na casa dela em Santa Cruz do Sul.
A Carol, que é doidinha da cabeça, resolveu que ia, assim, de última hora. Então corre pra reservar um quartinho num hotel, corre pra tentar descobrir como chega lá. E não sabe se vai, não vai, vai, não vai, tá indecisa. No fim decidiu que ia. Catou duas calcinhas, umas blusas, chinelo e produtinhos de beleza (ela não é tão douda assim pra viver se eles, né) e o namorado (que esqueceu as bermudas e o chinelo) e foi. E ela olhou o mapa e sabia que tinha que entrar em Portão e seguir pela RS-287.
Ok, a viagem seguiu tranqüila até chegar em São Leopoldo. Até. "Ai, droga, passei a entrada pra RS-240". E quando foi ver isso, já estava em Novo Hamburgo. E dá-lhe fazer a volta pra chegar na entrada de novo. E lá fomos nós. Anda, anda, anda, e passa perto de Portão e pensa "tá, mas pra que lado eu vou?". Entra em Portão, liga o notebook que está lento para chuchu porque anda com um banco Oracle 10g instalado. Oh, droga, o notebook está sem bateria. Vê o mapa, "ah, continua por aqui", vira aqui, droga, é pro outro lado, vira vira, vai seguindo, vê que tá indo pra Montenegro, droga, será que é o caminho certo?, pára no posto, pergunta pro tiozinho do restaurante aonde fica a RS-287, que estrada é essa?, por onde se vai pra chegar em Santa Cruz do Sul?, ah, tá, quando chegar no pedágio faz o retorno, ah, ok, obrigada, seguimos viagem, ah, tá ali o pedágio, faz o retorno, Carol diz que acha que tem que entrar ali onde diz a placa, o Michel acha que não, chegamos no pedágio, que não era para usar, tivemos que pagar, puta merda, R$4,80, faz retorno de novo, faz o retorno, entra no lugar da placa, hum, acho que tá certo, olha, plaquinha dizendo que Santa Cruz fica a cento e tantos quilômetros, viva, tamos no lugar certo! E foi assim até chegarmos lá.
Chegando lá, o chefe do Michel liga dizendo que ele vai trabalhar no domingo. WTF? Tô em Santa Cruz, não tem como, ah, tá, vou chamar o outro auxiliar então. Ai, vou te contar. Chegando lá, ah, onde fica a rua tal? Pára no posto, pergunta, vira aqui, vira ali depois da sinaleira, vira ali e tu chegou. Chegamos no hotel. Sono e fome. Fome! São 15h, precisamos comer algo. Padaria com salgados baratos. Salgados massudos, mas muito baratos. Soninho. Michel indignado porque quer assistir Heroes no notebook e a tomada do carregador não entra. Não tem T no hotel. A solução é pedir pra Lucinéia. Michel de mau humor. Chegando na festinha, comidinhas, chit-chat, tem um T pra nos emprestar?, não, ai, fudeu. Chega no hotel, fala com o recepcionista, olha só, tem no "virtual office" uma tomadinha, carrega o note, faz trabalho, 3h da madrugada, sobe morrendo de sono, Michel fica até mais tarde porque quer assistir Heroes.
Manhã, café, sinuquinha, prepara pra ir embora, vamos no Centro, visita a praça, vê a igreja de longe, vai na Gruta dos Índios, mas não tem índio aqui, vam’bora, almoçamos, Michel quer aprender a dirigir, Carol vira instrutora de auto-escola, Michel podre de nervoso. 1 hora depois vamos de volta pra Porto Alegre, 2 horas de viagem. Acabô.