Acordei às 6h, mas dormi de novo e só acordei às 6h30min no susto. Catei o Michel e fomos voando para o aeroporto. Jurava que eu estava atrasada. Chegando lá, o check-in foi tranqüilo, embarquei no horário. Viajar de avião é legal, gosto muito, mas mais de 2 horas dentro dos poleiros da Gol, é complicado. As perninhas começam a doer. O vôo de Porto Alegre para Brasília saiu no horário.
Chegando em Brasília às 10h40min, a baratinha tonta aqui deu várias voltinhas pelo aeroporto e custou a entender que era para eu comparecer ao portão 4 às 12h10 para embarque. Tudo bem, entendido isso, fui dar voltinhas pelo aeroporto e me deparei com a situação muito chata que é encontrar adesivos escrito "wifi", só que pra acessar a #$%*@ da internet tinha que pagar R$25,00!!! Imagine! Vinte e cinco reais! Por um dia! Tá doido. Passei duas horas zanzando no aeroporto por falta de coragem de sair do aeroporto, zanzar pela cidade e me perder. Eu não me manco de várias coisas, mas eu sou consciente da minha desorientação crônica.
O vôo de BSB para Recife saiu na hora. A menina que veio a ser minha colega de quarto teve que bancar a enfermeira porque a mulher que sentou ao seu lado começou a passar mal. O engraçado que eu fiquei catando quem ela era no saguão de embarque do aeroporto porque a gente tinha trocado uns emails antes. E minha intuição disse que era ela. E não é que eu acertei mais uma vez?
Durante o vôo, meu ouvido entupiu de uma maneira que nunca havia acontecido antes, - um adendo, eu estava incrivelmente gripada. Meu nariz parecia uma torneira estragada. - cheguei a ficar desesperada. Acordei e não ouvia nada, só aquelas vozes beeeeeeeeem no fundo. As pessoas falavam comigo e eu tinha que praticamente ler os lábios. Felizmente o desespero passou quando eu assoei o nariz e ouvi aquele "POC! Tschhhhhhhhhh". Que sensação horrível.
Chegando lá, conheci mais gente que vinha pro evento. O pessoal foi chegando no ponto de encontro aos pouquinhos. E que pessoal bacana. Simpatizei com as pessoas já de cara. O organizador chegou em seguida. Eu troquei uns bons emails com ele antes porque tive que mendigar a passagem. E eu jurava que, ele, por ser o coordenador geral do evento, era um cara de mais idade e tudo mais. Que nada, devia ter uns 40 anos no máximo. Aí perdi o respeito pelo evento. Hahaha, brincadeira! Mas comecei a perceber que o evento seria realmente diferente dos demais.
Pegamos o ônibus para ir para Porto de Galinhas. Fui conversando com o menino que trabalhava com workflows estocásticos e que tava interessado no nosso trabalho. Ele tava fazendo tudo sozinho, nem ele nem o orientador tinham tido experiência com workflows antes. Que medo. Percebi como é bom ter um grupo de workflow na UFRGS. Eu ia me sentir muito perdida se estivesse trabalhando sozinha.
Chegamos no hotel às 19h30min. O hotel é lindo. Lindo mesmo. O clima do hotel é aquele clima de lua-de-mel. Acho que deve ser realmente ótimo passar a lua-de-mel aqui. Até deu vontade de casar e comprar um pacotão de viagem. Vou descarregar as fotos da câmera amanhã e vou publicar em algum lugar. Depois divulgo o link. Fizemos o check-in, e logo descemos para a primeira atividade oficial do evento.
A atividade na verdade era um jogo, chamado "Know the others name". Formamos 4 grupos de 10 pessoas, onde, o primeiro se apresentava, dizia, em inglês, de onde vinha e falava uma coisa que gostava de fazer (ah, e tinha que gesticular conforme a atividade favorita). Os seguintes tinham que repetir os nomes, localidades e atividades dos anteriores e dizer as suas informações. Foi bem divertido, porque a gente acabou conhecendo todo mundo. Não deu exatamente para decorar os nomes, mas foi bem eficiente para quebrar o gelo. Eis a diferença do evento. Eles se esforçam para quebrar o gelo entre os participantes, para que eles realmente se conheçam de alguma maneira!
Logo após foi a janta. Comida, muita comida. Acho quase impossível que eu vá conseguir manter a dieta. Aquela mesa, toda decorada, colorida, enche os olhos… E na pior das hipóteses, como uma boa acadêmica pobre que sou, FREE FOOD! Durante o jantar, conversei com um professor inglês que atualmente mora no Canadá, em Ontario. Puxei assunto, perguntei sobre o país, e ele falou o que eu já imaginava que ele iria dizer: é um país seguro, mas muito, muito frio. E poluído. Isso eu não sabia. Ele falou que a poluição vem dos EUA, das indústrias de ferro. Que bosta.
Ele elogiou o meu inglês. Yay, fiquei feliz! ^^
Fomos dormir cedinho. A Patrícia tava viajando desde as 1h30min da madrugada (ela é de Santa Maria) e eu tava mal dormida de sábado. Banho e cama. Caí dura. O segundo dia do evento, hoje, no caso, vem no próximo post.